A jornalista Cleisla Garcia lança seu primeiro livro infantil com narrativa leve e envolvente que trabalha a diversidade e desmistifica idéias pré-concebidas que levam ao preconceito e à exclusão social.
No dicionário parece simples, sem complicações. Inclusão: ato ou efeito de incluir(-se). Porém, o cotidiano dos cerca de 25 milhões de brasileiros portadores de algum tipo de deficiência, é mais complexo que a definição resumida. Mesmo a inclusão social sendo um assunto mais abordado atualmente, tornando-se tema indispensável na sociedade moderna, ainda está distante de alcançar a tão esperada extinção do preconceito. Neste universo onde predomina a intolerância, existem milhares de crianças que lutam diariamente pra conviver de maneira digna com suas capacidades limitadas. E a discriminação que sofrem nem sempre é causada por esta limitação, mas pela diferença.
Em um País onde os traços da miscigenação são visíveis, a legião de vítimas da discriminação cresce. Estima-se que nas escolas brasileiras, 49% dos alunos, quase a metade, convive com comportamentos agressivos, perseguição diária e ostensiva. O Bullying, discutido hoje no mundo todo, é um dos vilões no meio escolar contemporâneo. Crianças e adolescentes são hostilizados por variados motivos. Por serem magros ou gordos demais, dedicados e estudiosos, mais agitados ou introspectivos, pela condição social, cor ou outros detalhes da aparência. Enfim, ganham o rótulo de diferentes, o passaporte para a exclusão.
Sensível a este problema social e engajando-se na luta por torná-lo cada vez menos recorrente, a jornalista Cleisla Garcia lança o primeiro de uma série de livros infantis que colaboram na construção de uma sociedade futura mais justa e igual. Editado pela Editora Cittá, “A Maria-Fedida que queria ser Joaninha”, é um livro que se aventura a trabalhar de maneira lúdica no universo infantil, o valor das diferenças onde o eclético tem seu valor descoberto de forma poética e encantadora. Que mostra o gosto amargo e docemente rico de ser plural. Uma saga divertida, que continua, principalmente, quando o livro termina, no dia-a-dia de cada um.
A Editora Cittá ainda prevê a impressão do livro em braile e também o livro CD.





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